OLHAR QUE NOS FALTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21583/2447-4851.rbeo.2024.v11n1.608

Resumo

O momento é de grande correria e atribulação, ocasionada por uma sucessão desenfreada e caótica de afazeres, peculiares de uma sociedade economicista, mecânica e alienada. Nossas rotinas diárias demandam cada vez mais espaço em nossas agendas, mais tempo em nossas tarefas e mais esforço, físico e mental, em termos de execução. Precisamos manter o ritmo de nossas ações a fim de que seja possível nos manter nesta corrida. Mas esse processo é injusto, traiçoeiro e desumano. Quanto essa sociedade nós tira por dia de trabalho? Quantos filhos acabam por serem relegados, quantas esposas, maridos, pais, amigos são preteridos? Quantos momentos, afagos e afetos são perdidos? Precisamos resgatar sensações e sentimentos por meio da lembrança daquela casa rodeada de verde e adornada com flores, das corridas a pés descalços com os amigos por matas e estradas vazias, da vida que nos foi possibilitada com carência de recursos, mas abastança de ideias, de entusiasmo, de sonhos. Precisamos lembrar de quem somos, de nossas origens, daquilo que nos levou até onde estamos. Precisamos parar e respirar. Precisamos nos reencontrar com a nossa natureza. Um instante, um olhar e uma abstração, minimamente. Prestemos atenção naquilo que nos sustenta, mas não esqueçamos daquilo que realmente nos nutre.

 

Localização: Trilha no Salta Sete Adventure Park, Município de Prudentópolis/PR.

Data: 16 de março de 2024.

Horário: 12h.

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Publicado

2024-09-26

Como Citar

MACEDO, Juliano de. OLHAR QUE NOS FALTA. Revista Brasileira de Estudos Organizacionais, Curitiba, v. 11, n. 1, p. 142, 2024. DOI: 10.21583/2447-4851.rbeo.2024.v11n1.608. Disponível em: https://rbeo.emnuvens.com.br/rbeo/article/view/608. Acesso em: 31 ago. 2025.

Edição

Seção

Ensaios fotográficos e imagens